Esgotamento Espiritual

Quando fazer todo o possível não é suficiente!

Como vencer a Tentação

Trata-se do método escolhido por Deus para revelar-nos Cristo continuamente em nossa vida. Quando as poderosas polias da tentação nos puxam, se quisermos crescer em Cristo devemos de imediato reconhecer as reais questões que enfrentamos. De duas maneiras diferentes a tentação nos convida para sermos o que não somos. Em primeiro lugar, a chamada da tentação é para que façamos algo que, em nosso coração, sabemos não estar de acordo com quem somos agora em Cristo. E a segunda maneira – a tentação real – é esquecer-nos de quem somos, e tornar-nos legalistas, tentando vencê-la como se estivéssemos separados de Jesus.

O legalista obedece à sua própria força de vontade a fim de obedecer à lei, quer seja lei de Deus, quer seja lei criada pela sua igreja, quem sabe pela própria pessoa. Esta fica repetindo para si mesma: “Não devo fazer isso, não quero fazer isso...” Ela se empenha ao máximo, na esperança de fortalecer sua força de vontade; faz promessas a Deus pelas quais não atenderá aos apelos do pecado. Entretanto, ainda enquanto está formulando suas promessas, já está caminhando na direção do pecado!

E quando a pessoa peca, procura resolver seu problema de condenação e culpa mediante rededicações e novas promessas de que não fará aquilo de novo. E assim, aquela vida espiritualmente miserável vai boiando rumo ao esgotamento.

Ninguém resiste à tentação mediante força de vontade. Mas nós resistimos e a vencemos ao nos voltarmos para Cristo, nossa vida interior. Cristo é reconhecidamente a resposta positiva aos desejos que foram estimulados de maneira negativa. Se fomos convocados para a impaciência, ele é nossa paciência. Se para o Ódio e amargura, ele é nosso amor e nosso perdão.

É neste sentido que Deus escolheu a tentação para ser o veículo pelo qual glorificaremos a Jesus durante toda a vida. Atirados num mundo de trevas pesadas, a luz de Cristo dentro de nós é claramente vista.

Ninguém vence a tentação mediante a força de vontade. Ainda que tenhamos forças suficientes em nós mesmos para dizer “não”, já falhamos e fomos reprovados no teste. Deus não deu permissão à tentação em nossa vida para que mostrássemos ao mundo a força da nossa vontade: a tentação é o meio pelo qual Permitimos que Cristo viva poderosamente em nós. O Crente jamais diz “não” à tentação, mas diz “sim” a Cristo. Mas o que acontece se pecarmos, se formos desalojados e desequilibrados, e nos esquecermos de quem somos e nos encontrarmos cheios de culpa? Falando a crentes, assim se expressou João:

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça”. I João 1.9

Um caso clássico de esgotamento espiritual

Milhares de crentes se esgotam diariamente porque esperavam coisas da parte de Deus que o evangelho não promete. Asafe era homem de Deus, nos dias do rei Davi. Era autor de vários salmos, e pioneiro, sob a orientação de Davi, na condução de Israel num culto alegre no monte Sião. Contudo, naqueles primeiros dias, logo após ser guindado da obscuridade, Asafe estava numa posição perigosa. Recebera a magnífica honra de ter seu nome ligado ao de Davi como o salmista de Israel. Por razão de sua posição, o moço gozava de reputação que excedia sua experiência.

  • O louvor não é uma droga celestial destinada a amortecer a dor desta vida. Visto que conhecemos nosso Deus, nós o louvamos até em meio das tristezas cotidianas. Nosso relacionamento com Deus é, primordialmente, reação responsiva de fé, frequentemente contrária ás aparências e aos sentimentos. Nossa vida se fundamenta sobre quem é Deus, não sobre como possamos sentir-nos a respeito dele, hoje A adoração sem inibições a Deus exigia todas as emoções e esforços físicos. Os enormes corais e orquestras moviam a alma na direção de Deus, havendo momentos em que tempo e espaço pareciam tragados pela eternidade. Entretanto, a profunda sensação da presença de Deus não podia ser confundida com a experiência de conhecê-lo num relacionamento de aliança. Deus ordenara os corais e a música, não, porém, como substitutos do conhecimento do próprio Deus... Eram apenas expressão do relacionamento com ele.

  • Asafe, companheiro de Davi, homem que conduzia a nação no louvor, no ápice de sua vida espiritual esgotou-se espiritualmente. Exariu-se. Ocupadíssimo todos os dias na organização do culto a Deus, as bases de Asafe começaram a desmoronar.

  • É significativo que o Espírito Santo registre o testemunho que ele deu no Salmo 73, descrevendo como falhou e se recuperou. Asafe é prova de que ninguém está isento de queimar-se espiritualmente... E ele também é a esperança de que podemos mover-nos, saindo da exaustão espiritual para a verdadeira alegria da fé.

  • Asafe acreditava que sua fé, sua dedicação a Deus e suas obras o tornaram merecedor das bençãos materiais do Senhor. A aliança seria uma fórmula de prosperidade para uma vida tranquila. Tal perspectiva é sempre perigosa, porque iguala a espiritualidade com as posses e livramento das oposições, nesta vida.

  • Asafe achou que a injustiça e a parcialidade reinavam e que Deus abdicara seu trono. Descreve-se a si mesmo dizendo... “quando o meu coração se azedou, e senti picadas nos meus rins, estava embrutecido e nada sabia”, Salmos 73.21,22. Ele se ressentiu contra Deus por ele deixar que as coisas sejam como são, começou a demonstrar os sintomas clássicos do crente queimado espiritualmente: seu ódio contra Deus. Ele tem certeza agora que Deus o abandonou e falhou em suas responsabilidades

Com relação à aliança – expressa-se em observações cínicas:

Na verdade que em vão purifiquei o meu coração; em vão lavei as minhas mãos na inocência. O dia todo sou afligido; sou castigado cada manhã. Salmos 73.13,14

Ao mencionar “entrei no santuário”, Asafe não se referia à estrutura física. Rogar ao crente espiritualmente esgotado que vá à igreja não vai ajudá-lo muito... Ele acha que foi a igreja que lhe sugou a vida!

A pessoa precisa é de uma perspectiva completamente nova de como encarar a vida.Quando isto ocorre, a fé retorna.

Asafe não veio a aprender algo realmente novo, ele compreendeu a palavra de que já dispunha, agora tornada viva e aplicada pelo Espírito. Abandonou a posição de procurar fórmulas, respostas e chaves para tornar-se tão bem-sucedido e feliz quanto os perversos, e entrou num relacionamento com o Pai, que constitui o cerne da fé.

É espantoso que muitas pessoas acreditem que Deus nos ama incondicionalmente enquanto somos pecadores, e contudo, a partir do momento em que passamos a fazer parte da família dele, seu amor fique condicionado ao nosso desempenho. Podemos aceitar o fato de ... que ele ama as pessoas indignas até que estas venham a Cristo; porém, a partir daí precisamos merecer as bênçãos, ser dignos de recebê-las.

A quem tenho eu no céu senão a ti? E não há na terra quem eu deseje além de ti. A minha carne eo meu coração desfalecem, mas Deus é fortaleza do meu coração. Salmo 73.25,26

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